sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Diário Sonoro



Parar alguns minutos do dia somente para ouvir o som é sem duvida alguma uma grande dadiva, pois é necessário sensibilidade para ouvir o som dos pássaros cantando logo nos primeiros minutos do dia.
Não só estes sons foram ouvidos, mas também o som da brincadeira das crianças que acordam com tanta disposição o som dos carros ao longo do dia, assim também como o zunido do ar condicionado trabalhando a todo vapor.
Ao cair da noite ouve-se mais movimento dos carros, assim como nos últimos momentos da noite ouve-se a companhia da TV que costumeiramente fica no jornal da meia noite com o resumo das noticias do dia.








O Silêncio

Catedral



Uma bolha sobe do fundo do mar
Uma palavra sobe das funduras do silêncio
Inesperada, emissária de um mundo esquecido
Nosso mistério, nossa oração
Há palavras que dizemos e outras que se dizem
Existem em nós, não atendem a nossa voz
"São como o vento que sopra onde quer
Se ouvirmos o sopro, palavras de oração"

Pássaro selvagem que mora em nós
Longe do que nós sabemos, no lugar dos sonhos
Fora da morada dos pensamentos
Temos medo das palavras que se dizem
Por isso falamos, palavras contra palavras
Quando orares, não sejais como artistas
"Que falam palavras que não são suas,
que usam máscaras decoradas"

Entra no silêncio, longe dos outros
Que as palavras se dirão, depois da espera
Entra no silêncio, longe dos muitos
E escuta uma única palavra
Que irá subir do fundo do mar
Basta ouvir uma vez e depois, o silêncio.


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